por Valcir “Quebra Mola” | @valcirascari
Ando pensando, esses dias, em quem anda falando pelo povo lá em Brasília.
Porque cada vez que ligam a TV, é reforma pra cá, corte pra lá, e quando a poeira baixa, quem perdeu alguma coisa foi o trabalhador.
Perdeu aposentadoria, perdeu direito, perdeu tempo.
E quando a gente olha pra ver quem votou, quase não tem ninguém lá com a calo na mão ou com o pé rachado de chão batido.
É como se o Brasil tivesse esquecido que foi o suor do povo que levantou esse país. Só que o suor não aparece na urna, né?
A gente vota e, quando vê, tá elegendo quem nunca precisou bater ponto nem esperar o vale do almoço. Os trabalhadores precisam acordar pra isso.
Não dá pra continuar deixando os outros decidirem por nós.
Ou a gente começa a eleger deputado e senadora que conhece a vida real, que sente o peso da gasolina, o custo do arroz, o medo da demissão… Ou em dez anos o trabalhador vai ser lembrança de museu.
Porque agora tem máquina que faz, robô que pensa, e “inteligência artificial” que escreve texto e fecha contrato.
Mas, por enquanto, ainda não inventaram máquina que sinta.
E é disso que o Brasil tá precisando: gente com sentimento, coragem e consciência de classe.
A história do trabalho sempre foi feita por quem pega no pesado.
Mas se a gente não cuidar, vai chegar o tempo em que não vai sobrar nem história pra contar, porque quem contava também virou algoritmo.