O senador Paulo Paim anunciou que este será seu último mandato no Senado Federal, encerrando uma trajetória de aproximadamente 40 anos na vida pública. Aos 75 anos, o parlamentar se despede como uma das figuras mais longevas e influentes da política brasileira, especialmente na defesa dos direitos sociais e trabalhistas.
Natural do Rio Grande do Sul, Paim construiu sua carreira política enfrentando dificuldades desde a juventude, em um contexto de forte desigualdade racial e social. Ainda jovem, ingressou na militância estudantil e sindical, tornando-se uma das principais lideranças operárias do Estado. Em 1981, assumiu a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas, passo decisivo para sua projeção nacional.
Sua estreia no parlamento ocorreu em 1987, como deputado federal constituinte. Após quatro mandatos consecutivos na Câmara, foi eleito senador em 2002, cargo para o qual foi sucessivamente reconduzido pelo eleitorado gaúcho.
Ao longo da carreira, Paim se destacou pela atuação firme em pautas ligadas à igualdade racial, aos direitos dos idosos, das pessoas com deficiência e dos trabalhadores. Foi um dos defensores mais consistentes da Previdência Social e da Consolidação das Leis do Trabalho, além de opositor da precarização das relações de trabalho e da chamada “pejotização”.
Com sua saída anunciada, o Senado perde uma de suas vozes mais ativas na defesa das causas sociais, e o Rio Grande do Sul se despede de um dos políticos mais identificados com a história do movimento sindical e dos direitos humanos no país.
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado